Degradação e abandono de unidade policial em Ilhéus levam MP a pedir interdição

Na semana passada, uma servidora foi atacada por ratos em um dos alojamentos da Coordenadoria de Polícia Civil do Interior.

Após diversas denúncias feitas pelo Sindpoc (Sindicato dos Policiais Civis da Bahia), o relatório técnico elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus, no Sul da Bahia, a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), solicita interdição, em caráter de urgência, da 7° COORPIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior ) por apresentar diversos problemas estruturais e ambiente insalubre de trabalho.

A visita técnica constatou que o prédio encontra-se com diversas rachaduras, infiltrações, fiações expostas, mofos nas paredes e nos tetos, acúmulo de poeira e ácaros, ar condicionados com vazamentos, mesas e cadeiras quebradas, extintores fora do prazo de validade, copas e banheiros interditados. O setor de custódia tem acúmulo de lixo, odor, superlotação carcerária e possui apenas dois funcionários que trabalham em regime de revezamento. A superlotação e o baixo efetivo colocam os funcionários em constante risco de ataques promovidos pelos presos, conforme casos apontados pelo relatório.

A Secretaria de Saúde de Ilhéus constata que o prédio da 7º COORPIN representa um risco à saúde dos trabalhadores e aos cidadãos.

A perícia comprovou que a 7º COORPIN armazena, de forma inadequada, materiais perigosos como armas, dinamites e drogas que apresentam risco de acidentes e explosão. Além de não fornecer água e alimentação adequadas aos policiais que trabalham no local. Através de registros fotográficos e depoimentos dos servidores, a Secretaria de Saúde constata que o prédio da 7º COORPIN representa um risco à saúde dos trabalhadores e aos cidadãos que precisam dos serviços prestados pela instituição.

O presidente do Sindpoc, Eustácio Lopes, afirma que será encaminhado uma solicitação de reformas das unidades policiais da Bahia à Secretaria de Segurança Pública(SSP-BA), ao delegado-geral, Bernardino Brito, e ao governador Rui Costa.

“A situação de precariedade e abandono da 7º COORPIN é a mesma que encontramos no DHPP da Pituba, no Departamento de Polícia Técnica (DPT), nas unidades de Salvador e do interior baiano. A gestão estadual precisa, emergencialmente, elaborar um plano de reformas que atenda as demandas da capital e do interior para que passemos a oferecer condições mais dignas de trabalho aos servidores e à população”, ressalta Lopes.

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