Prefeitura diz que só 12% das escolas municipais estão em greve

O número de escolas municipais de Salvador em funcionamento nesta quarta (18) aumentou comparativamente aos balanços dos últimos três dias, passando de 378 para 383 unidades, que correspondem a 88% da rede. É o que aponta levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pela Secretaria Municipal da Educação (Smed). Conforme o balanço, apenas 51 escolas se mantém na greve dos professores. A paralisação começou no dia 11 de julho.

Professores da rede municipal de Salvador em protesto (Foto: TV Bahia/Reprodução)

”A Prefeitura vinha mantendo um diálogo aberto e democrático com as lideranças da APLB Sindicato, com avanços em vários pontos da pauta – processo que foi prejudicado com a deflagração da greve. A baixa adesão à greve deixa claro o viés político-partidário do movimento conduzido por membros de partidos de oposição ao governo do prefeito ACM Neto”, diz nota da Secretaria de Comunicação.

A proposta da Prefeitura é de 2,5% em julho, que, somada ao reajuste de 2,5% aplicado em setembro de 2017, totalizaria um aumento de 5% em menos de 12 meses. A expectativa da Prefeitura é que a greve seja finalizada para que se retomem as tratativas para o fechamento do acordo salarial de 2018.

Avanços – AA Secretaria de Comunicação informa ainda que na gestão de ACM Neto a remuneração dos professores foi reajustada em 7,8%, em 2013. Em 2014 e 2015, os aumentos foram de 8,34% e 8%, respectivamente. Além disso, aprovou e implementou o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da Educação (PCCV), em 2015, o que representou um avanço nas conquistas da categoria e no reconhecimento do trabalho dos professores e gestores da educação do município.

O plano serviu para consolidar gratificações específicas e criar novas vantagens, incentivando o aprimoramento profissional dos servidores da área. Também garantiu um terço da jornada de trabalho destinado às atividades extraclasse para preparação de aulas, avaliação da produção do educando, reuniões escolares, contato com a comunidade e formação continuada. A aprovação do PCCV acrescentou uma despesa extra de R$ 100 milhões anuais para o município, que tem que contratar novos profissionais para suprir a demanda.

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